28 de abr de 2009

Filha de FHC, pega com a "boca na botija", pede demissão do gabinete do Sen. Heráclito

Deu no Blog Desabafo País

Em carta endereçada a Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado, Luciana Cardoso pediu demissão.Luciana é filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Recebia contracheque do Senado desde 2003. Coisa de R$ 7,6 mensais. Deveria despachar no gabinete do senador. Mas não dava as caras.
Pilhada pela coluna da repórter Mônica Bergamo, Luciana vocalizou emendas que pioraram o soneto."Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando”.
Perguntou-se a Luciana se já havia entrado no gabinete de Heráclito. E ela: “Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna”.Na carta a Heráclito, Luciana anotou que decidiu se demitir para “evitar constrangimentos” ao pseudochefe. A certa altura do texto, a filha de FHC escreve:“Sou testemunha de seus esforços para aprimorar a administração do Senado..." "Por isso mesmo, não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos nem sobre minha conduta”.
Em verdade, o afastamento de Luciana livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária. Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma, FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo. Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro.
Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor. Corre no TCU uma representação em que o representante do Ministério Público no Tribunal, Marinus Eduardo Marcico, pede a devolução do dinheiro que o Senado borrifou na conta bancária de Luciana Cardoso.

25 de abr de 2009

Mais uma mentira da Folha de S. Paulo

Deu no blog política do jornal O Povo:

Continua dando trabalho à Folha de S. Paulo material que publicou há alguns semanas, com destaque, vinculando o nome da ministra Dilma Rousseff, provável candidato do PT à presidência da República, a um plano nunca executado de sequestro do então ministro Delfim Neto.

Na edição de hoje, após provocação da própria Dilma, a Folha reconhece problemas na ficha que reproduziu na época, como sendo dos arquivos do Dops, na qual ela aparece identificada como "terrorista/assaltante de bancos".

A ficha, admite a Folha, há algum tempo circula pela Internet, em vários blogs (pelo menos um deles identificado com militares da reserva). Ninguém sabe ao certo quem a fez, ninguém consegue lhe garantir autenticidade, restando confirmado, inclusive a partir de apuração do próprio jornal, que não faz parte do acervo do Dops sob guarda do Arquivo Público de São Paulo, diferentemente do que dá a entender o jornal.

A mesma matéria já está sob questionamento, desde quando publicada, em 5 de abril, porque a principal fonte na qual se baseia, o jornalista Antonio Roberto Spinoza, desafiou a Folha a tornar público o conteúdo da sua conversa com a repórter Fernanda Odilla para deixar claro, segundo ele, que é um equívoco do material atribuir a ele a informação de que Dilma sabia do plano para sequestrar Delfim.

24 de abr de 2009